Seus pés na terra, sua cabeça na escuridão
Homem, quanto padeces ,
nas dúvidas que o intimidam, nos males que o exasperam,
Não tens inteligência ou vontade de lutar---
Há esperança no coração, ou valor no trabalho?
Uma estrela à vista !
Seus deuses são certamente marionetes da Igreja.
"Verdade? Tudo está relacionado!" a ciência suspirou.
Unido na bestialidade,
O amor lhe torturou, quando a esperança do amor morreu
E a fé' do amor apodreceu. A vida não é nada menos
Que a visão de uma estrela de pouco brilho .
Sua carne podre e decadente dobrou-se e arrastou-se
Para encontrar sua terra de oportunidades
Na qual a dor não existia; Esmorecido
O caminho foi trilhado
Sua agonia, os céus vazios espalhados
No chão infértil.
Todas as almas existirão eternamente,
Todo indivíduo, até seu final,
Perfeito - todos fazem-se nebulosos
De mente e carne para celebrar
Com um gêmeo mascarado um delicado encontro
insaciado.
Um bêbado delirando em um sonho,
Dor pela morte eminente, confundindo-se
com suas próprias sombras.
Uma estrela pode acordá-los
Para si mesmos; serenas almas de estrelas que brilham
no tranqüilo lago da vida.
Não deve-se encerrar o que iniciou-se
Tudo acontece por uma razão.
Faça o que é necessário, pois todo homem
e toda mulher e' uma estrela.
Pan não morreu; ele vive, Pan!
Destruam-se as barreiras!
Ao Homem eu venho, o número do
homem é meu numero, Leão da Luz;
Eu sou a besta cuja lei é o Amor.
Ame em pensamento, seu direito divino?---
Observe por dentro, e não por cima,
Uma estrela à vista !
Aleister Crowley
Para alcançares o que não sabes tens de seguir o caminho da ignorância.
Para possuires o que não possuis tens de seguir o caminho da renúncia.
Para seres o que não és tens de seguir o caminho que não é teu.
E apenas sabes o que não sabes, tens o que não tens, e estás onde não estás.
T. S. Eliot

não te embales nessa bolha!
despe a concha e esmaga as aranhas
com o teu pé descalço de ir à fonte buscar frescura;
- sai... só tu podes.
és o hino do teu eu na demanda de poder ser
e tens contigo a força de mil ecos numa gruta a que chamas corpo;
não esbanjes a a tua diferença entre inteligência e sabedoria
- as contemplações do infinito que não é.
só tu podes... e tu sabes:
SAI!!! porque é o que te resta.
Foto gentilmente roubada daqui.
"I have found the paradox, that if you love until it hurts, there can be no more hurt, only more love."
"If you judge people, you have no time to love them."
"The hunger for love is much more difficult to remove than the hunger for bread."
Mother Teresa
Nunca pensei que um dia te pudesse voltar a encontrar, depois de me teres abandonado pela primeira vez e me deixares para morrer à beira daquela estrada de pó deserta. Pensei na altura que ia morrer, relembro agora, e decidi que para sempre te apagaria da face do meu mundo. E consegui, durante tanto tempo, que me julguei livre de ti para todo o sempre, abandonado de mim à minha solidão de tudo o que não existe.
Mas resolveste voltar. Entraste de rompante para me dizeres bruscamente que és quem controla, e que não posso nunca vencer esta batalha a que estou obrigado por simplesmente ter de respirar. Onde quer que eu esteja, nunca me irei conseguir livrar das imagens que desta vez plantaste na minha cabeça. E se não te venço no cara a cara, fazes assim questão de me deixares a derrota para tornar os meus dias cinzentos em agonia, por saber ao que sabem as cores que pões debaixo do meu nariz para depois retirares.
(Pavlov e cães a salivar)
Odeio-te, e essa é a tua outra face, impossível de escapar. Mas de certeza existe algo mais forte que tu dentro de mim que irá um dia fazer-te vergar. Espera e vê. Assumes todas as formas, bem o sei, e eu sou apenas um, que vem de dentro para fora. Á partida estou condenado. Mas até Golias caiu aos pés de David, e um dia aprisionar-te-ei eu, numa gaiola de ferro forjado com a matéria de todos os deuses que são um.
NÃO TE RIAS
Abandonar-me disto é perder tudo o que sou e relegar o corpo à extinção da alma, tudo o que tenho. Ou não reparaste ainda que as minhas vestes esburacadas não me tapam as cicatrizes que deixaste na minha carne marcadas para todo o sempre?
[a pergunta do dia é:
- dor ou prazer, qual deverá prevalecer?]
"Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo com elas."
(frase da Ritinha Tosh 81 no MSN há meses)
— hoje encaro as pedras como irmãos
na doce forma de apreender o mundo;
em sentir constante de não ser!
— escolho o caminho de todas as sombras.
relego o que sou... ao não haver
e já não quero mais palavras;
nem a triste sina de estar aqui
e não ser um estado puro.
— olho os insectos e fico em deslumbre
mediado pela grosseira forma dos seus corpos;
tomara que tudo fosse... eles!
— não digo mais... nem de longe a gritar.
engulo as entranhas repugnantes de viver
estrangulado por titãs de ferro e fogo;
compósito de firmes engalamentos
de tudo o que não sou nem quero ser.
(e assim se chega à hora de um hagá que tem de ser um texto mudo)
.
.
. itch
. the mouth of pain speaks ...